domingo, 16 de novembro de 2014

Educação para o futuro

Infraestrutura

Especial tecnologia

Educação para o futuro


Uso de tecnologias no ensino precisa vencer barreiras de infraestrutura, como número insuficiente de computadores nas escolas e baixa velocidade de internet; capacitação dos professores é outro desafio


Patrícia Pereira

O cenário parece positivo: praticamente todas as escolas brasileiras têm um computador e 92% delas estão conectadas à internet. Os problemas aparecem quando os dados são analisados com um olhar mais meticuloso: o número de computadores em cada escola ainda é insuficiente, eles costumam ser instalados em locais inadequados ao uso pedagógico e a conexão à internet tem baixa velocidade nas escolas públicas. Além disso, falta capacitação aos professores para usar as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) no ensino.

O panorama vem da pesquisa TIC Educação 2012, realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação - CETIC.br, que entrevistou 1,5 mil professores de 856 escolas de todo o país (veja infográfico). E se a maioria das escolas possui computador, o número das que têm o equipamento disponível para a utilização dos alunos é bem menor. De acordo com dados do Censo Escolar 2012, 42,4% das escolas públicas urbanas e 78% das rurais não possuem laboratórios de informática.

Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, explica que as políticas públicas que levaram tecnologia às escolas tiveram sucesso relativo. "Na percepção da direção, o que mais dificulta o uso pedagógico é o número de computadores insuficiente e a baixa velocidade da internet", diz. De acordo com a pesquisa, 27% das escolas que possuem conexão à internet têm velocidade inferior a 1 Megabit por segundo (Mb/s) e apenas 17% têm velocidade de conexão superior a 8 Mb/s - em um grupo que engloba escolas públicas e privadas. "Na escola pública, a velocidade média de conexão à internet é de 1 a 2 Mb/s", conta. Na zona rural, a dificuldade é ainda maior e só 13% das escolas públicas possuem acesso à internet, de qualquer tipo, de acordo com o Censo de 2012.

Outro problema é o uso do computador, ainda restrito ao laboratório de informática, quando deveria estar presente em sala de aula, local que concentra a rotina dos alunos na escola. "Apenas 4% das escolas públicas têm computadores e internet dentro de sala de aula", relata Barbosa.

Formação docenteMas o grande nó no uso das TICs no ensino parece ser a capacitação dos professores. Segundo a pesquisa, 28% dos professores dizem ter habilidade insuficiente ou muito insuficiente relacionada ao uso profissional de computadores e internet. "O grande desafio hoje é ter o professor treinado para fazer o uso das TICs. O número de professores que sabem usar essas tecnologias está aumentando, mas ainda é um uso instrumental, quando o necessário é aprender a utilizá-las pedagogicamente, apenas usar computador e internet a nova geração já sabe", diz Barbosa.

Nos cursos de pedagogia e licenciaturas o uso das novas tecnologias no ensino ainda é pouco abordado. Apenas 44% dos professores entrevistados no estudo do Cetic.br cursaram alguma disciplina sobre uso do computador e internet na graduação. Além das dificuldades técnicas, os professores argumentam ter pouco tempo e receio de conhecerem menos sobre as ferramentas que os alunos.

Para Lígia Leite, vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Edu­cacional (ABT) e autora do livro Com Giz e Laptop - da concepção à integração de políticas públicas de Informática, os professores precisam conhecer as tecnologias disponíveis e ter sólida formação pedagógica para saber unir o conteúdo, a técnica e a didática. "E essa formação deve ser continuada porque sempre surge uma tecnologia nova, um recurso novo. É preciso fazer cursos rápidos que os habilitem a usar certa ferramenta. Além disso, em meio ao processo também é preciso fazer uma avaliação crítica para saber se as ferramentas estão sendo boas e se vale a pena continuar a utilizá-las", diz Lígia.

A ausência do uso das TIC no Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola também compromete o trabalho a ser feito pelo professor, afirma Patrícia Alejandra Behar, coordenadora do Núcleo de Tecnologia Digital Aplicada à Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e das Oficinas Tecnológicas do curso de especialização em Gestão Escolar da UFRGS. "Vejo que falta um projeto para inserção das tecnologias nas escolas, que explique como, para quê e por que usá-las. Os professores recebem tablets e não sabem o que fazer, acabam usando jogos e mais nada. É preciso integrar as TICs ao projeto pedagógico das escolas de forma positiva e desafiadora", diz.

Patrícia ressalta que muitos professores têm uma carga horária alta e não dispõem de tempo para realizar cursos. A solução, segundo ela, seria aproveitar horários em que os docentes estão na escola, mas fora de sala de aula, como os Horários de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) ou períodos de férias dos estudantes.

É essa a proposta do Crescer em rede - um guia para promover a formação continuada de professores para a adoção de tecnologias digitais no contexto educacional: orientar professores e coordenadores pedagógicos a organizarem um grupo de estudos na escola sobre o tema. O material, organizado por Luciana Allan, diretora do Instituto Crescer, aborda questões como pesquisas na internet, construção de blogs, uso de recursos audiovisuais, objetos digitais de aprendizagem e trabalho colaborativo. A segurança na internet, o perigo do ciberbullying e as oportunidades trazidas pelas redes sociais também são discutidos. Dividido em dez encontros, o guia mostra como planejar essa formação, registrar o resultado das reuniões e avaliar o trabalho desenvolvido. O livro pode ser consultado on-line ou baixado gratuitamente no site:http://institutocrescer.org.br/cresceremrede/.

Programas do MECPara levar as tecnologias digitais para as escolas públicas, o MEC criou vários projetos, como o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), que leva computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais às escolas, o projeto Um Computador por Aluno (UCA), que distribui netbooks para os estudantes e, mais recentemente, a distribuição de tablets para os professores do ensino médio. Para promover o acesso à internet há ainda o Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) e outras ações, como o Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado), que orientam os educadores sobre o uso dessas tecnologias. Segundo os especialistas consultados, os projetos estão na direção certa, mas a qualidade e a quantidade de sua oferta ainda são insuficientes.

"O MEC abriu os olhos para a necessidade de as escolas estarem conectadas e de as tecnologias pedagógicas serem disseminadas na rede pública de ensino. A direção é esta, mas ainda faltam investimentos em infraestrutura e suporte técnico", diz Patrícia.

Para ela, o grande problema é a falta de manutenção. Se um computador estraga ou se ocorre um problema no servidor, não há quem se responsabilize e resolva a falha. Ela também lembra que a formação dos docentes para usar as tecnologias digitais ainda não é satisfatória, apesar de a tentativa existir. "Eles sabem o quanto é importante", diz.

Para Lígia, o ponto forte dos programas desenvolvidos pelo MEC é a produção de objetos de aprendizagem, que têm uma oferta grande nas diversas áreas e são acessíveis a todos os interessados. "É uma semente lançada, mas não o suficiente. O Brasil é grande e muito diverso."

O Banco de Objetos pode ser acessado em: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/



sábado, 8 de novembro de 2014

O uso das tecnologias na educação

Renata Beduschi de Souza

É importante que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores
No contexto escolar atual, é impensável fazermos algumas tarefas sem a ajuda de um computador. Pilhas de cadernos, agendas e planilhas de papel foram substituídas por arquivos no computador, que facilitam o fechamento de notas, o controle de presenças, a emissão do histórico dos alunos, etc. Provas são ricamente elaboradas com o uso de softwares, internet e editores de texto. Chega um momento, porém, em que a presença de alguns recursos tecnológicos deve deixar de ser imprescindível apenas no espaço administrativo e ocupar seu lugar onde será mais útil e mais ricamente aproveitada: a sala de aula.

Os recursos tecnológicos na escola
É evidente a insatisfação dos alunos em relação a aulas ditas "tradicionais", ou seja, aulas expositivas nas quais são utilizados apenas o quadro-negro e o giz. O aprender por aprender já não existe: hoje, os alunos precisam saber para que e por que precisam saber determinado assunto. Essa é a típica aprendizagem utilitária, isto é, só aprendo se for útil, necessário para entrar no mercado de trabalho, visando ao retorno financeiro. A internet invade nossos lares com todas as suas cores, seus movimentos e sua velocidade, fazendo o impossível tornar-se palpável, como navegar pelo corpo humano e visualizar a Terra do espaço sem sair do lugar. É difícil, portanto, prender a atenção do aluno em aulas feitas do conjunto lousa + professor.
Então, por que fazer o mesmo quando se pode fazer diferente? Uma vez que os alunos gostam tanto de aulas que utilizam a tecnologia, por que não aproveitar essa oportunidade e usá-la a seu favor? A aula pode entusiasmar os alunos de maneira ao menos parecida com que são excitados pelos jogos e filmes de alta qualidade em efeitos especiais. A escola precisa modernizar-se a fim de acompanhar o ritmo da sociedade e não se tornar uma instituição fora de moda, ultrapassada e desinteressante. Embora lentamente, ela está fazendo isso. Saber que o aluno aprende com o que lhe prende a atenção todos sabem. A questão é: estão os professores, as escolas e os sistemas de ensino preparados para tal mudança?
Aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado. O trabalho acaba tendo um retorno muito mais eficaz. É importante, no entanto, que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores.
Existe uma infinidade de programas disponíveis para montagem de exibições de slides, de atividades interativas e jogos; porém, alguns professores não sabem como utilizá-los. Utilizar o computador em sala de aula é o menor dos desafios do professor: utilizar o computador de forma a tornar a aula mais envolvente, interativa, criativa e inteligente é que parece realmente preocupante. O simples fato de transferir a tarefa do quadro-negro para o computador não muda uma aula. É fundamental que a metodologia utilizada seja pensada em conjunto com os recursos tecnológicos que a modernidade oferece. O filme, a lousa interativa, o computador, etc., perdem a validade se não se mantiver o objetivo principal: a aprendizagem.

O que vem sendo feito e o que é possível melhorar
Os recursos tecnológicos devem servir como extensões do professor. Ideias abstratas tornam-se passíveis de visualização; o microscópico torna-se grande; o passado torna-se presente, facilitando o aprendizado e transformando o conteúdo em objeto de curiosidade e interesse. O essencial é que as aulas obedeçam a uma cadeia de ideias que deixe o aluno orientado em relação ao que está aprendendo. Cada aula não é uma aula, e sim uma aula que veio antes de uma aula e depois de outra. O aprendizado deve ser interligado.
Em língua portuguesa, por exemplo, podem ser trabalhados textos utilizando apenas um computador e um programa Word. A professora pode incluir comentários nos textos dos alunos sem alterá-los e depois pedir que revisem. Outra atividade interessante é pedir aos alunos que pesquisem na internet um texto narrativo e solicitar que mudem o gênero textual para poesia ou teatro (Magalhães e Amorim, 2008). A internet é uma fonte riquíssima e excelente aliada do professor de português. Podem ser realizadas produções de textos baseadas em histórias em quadrinhos disponíveis na rede (www.turmadamonica.com.br). Sites de notícias podem ser visitados para analisar, por exemplo, como determinado país divulgou um acontecimento de âmbito mundial.
Nessa seqüência, pode-se trabalhar o texto jornalístico, e os próprios alunos montam um jornal da escola utilizando programas no computador. Gráficos e tabelas no Excell podem ser elaborados com o auxílio do professor de matemática; artigos sobre o meio ambiente e alguma questão que envolva a comunidade local podem ser criados com o apoio dos professores de ciências e geografia. O mesmo jornal pode ser trabalhado no formato de telejornal, e os alunos poderão fazer gravações com câmeras digitais. As videoconferências, realizadas através de programas como o Skype, por exemplo, são particularmente úteis para o professor de língua estrangeira, que poderá acordar com professores de outros países que ensinam a língua em questão, em séries equivalentes, para que os alunos possam conversar on-line.
Febre entre a garotada, e agora ferramenta para a sala de aula, são os sites de relacionamento e os blogs. Com atividades dirigidas e objetivos claramente estabelecidos, é possível levar para a escola oportunidades reais de uso da língua estrangeira ou mesmo da língua materna. Não podemos esquecer os sites de atividades interativas, especialmente os jogos on-line. Atividades como bingo, anagramas, caça-palavras, palavras cruzadas e forca são alguns exemplos de exercícios interativos.
A internet tem papel fundamental no ensino de língua inglesa. É a fonte natural da língua, mais acessível para alunos de qualquer contexto social. Desde formulários para diversas finalidades até a inscrição em muitos sites de relacionamento terão de ser preenchidos em inglês. Isso já representa uma necessidade de aprender uma língua estrangeira, uma vez que muitos querem uma razão para isso. Vídeos no Youtube, músicas e vários outros recursos são mais alguns exemplos de que não é necessário viajar para o exterior para ter contato com falantes nativos de inglês.

As possibilidades
Diante de tantas possibilidades, convém saber que existem estudiosos que já pensaram a respeito e que escrevem ricamente sobre o assunto, dando ao professor subsídios para o planejamento de aulas com um pouco mais de segurança e bastante criatividade. No livro Cem aulas sem tédio, as professoras Vivian Magalhães e Vanessa Amorim (2003) defendem a ideia de que precisamos encarar nossos medos e utilizar os recursos tecnológicos como apoio para nossas aulas. Enfatizam ainda que os professores jamais serão substituídos pela tecnologia, mas aqueles que não souberem tirar proveito dela correm o risco de ser substituídos por outros que sabem. O uso da internet em sala de aula fornece subsídios para um ensino mais centrado no aluno e em suas iniciativas (Leventhal, Zajdenwerg e Silvério, 2007). Além de abrir perspectivas durante as aulas, revela-se como uma útil ferramenta na área de pesquisa para projetos, desenvolvimento de leitores e acesso à informação.
Outro aspecto interessante é que, em sua maioria, o material disponível na internet, ou mesmo filmes e documentários, não respeitam uma sequência linear de aprendizado. Assim, levando-se em consideração o conhecimento prévio do aluno, é possível proporcionar um envolvimento completo, uma interação ampla com o mundo que o cerca. Ele precisa ser desafiado para que possa aprender efetivamente, conforme o conceito elaborado por Vygotsky (1984) acerca da zona de desenvolvimento proximal (ZDP). Ela se refere à distância ente o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.
O papel do professor, segundo essa teoria, é o de mediador, auxiliando o aluno a alcançar seu potencial máximo, aproveitando todos os benefícios educativos que os recursos tecnológicos podem oferecer. O vídeo, por exemplo, é um grande aliado da ação pedagógica, já que está diretamente ligado ao conceito de lazer. Desse modo, o professor traz para a sala de aula um elemento da realidade do aluno, fugindo da linguagem tradicional da escola, que é normalmente o padrão escrito.
Um papel que precisa ser reavaliado é o da televisão em sala de aula. Há um grande número de programas a serem analisados a fim de introduzir um conteúdo, aprofundá-lo ou ilustrá-lo, como novelas, desenhos, noticiários, documentários, clipes, programas de auditório, entre outros. Segundo Moran, "Tudo o que passa na televisão é educativo. Basta o professor fazer a intervenção certa e propiciar momentos de debate e reflexão" (2006).
Independentemente do recurso tecnológico em questão, o professor é o sujeito capaz de mediar o aprendizado e torná-lo mais atrativo, divertido e interessante para os alunos. Os recursos tecnológicos, bem mais do que aguçar a curiosidade do aluno em relação ao que está sendo ensinado, ajudam a prepará-lo para um mundo em que se espera que ele conheça, além dos conteúdos escolares, todos os recursos por meio dos quais esses conteúdos foram trabalhados.
O aluno tem direito ao acesso às tecnologias na escola: "A sólida base teórica sobre informática educativa no Brasil existente em 1989 possibilitou ao MEC instituir, através da Portaria Ministerial nº 549/89, o Programa Nacional de Informática na Educação - PRONINFE, com o objetivo de desenvolver a informática educativa no Brasil, através de atividades e projetos articulados e convergentes, apoiados em fundamentação pedagógica sólida e atualizada, de modo a assegurar a unidade política, técnica e científica imprescindível ao êxito dos esforços e investimentos envolvidos" (História da informática educativa no Brasil, site do MEC/SEED/PROINFO, nome do autor não indicado). Assim, a escola cumpre duplamente seu papel: ensina e educa, educando para um mundo no qual a tecnologia é não só necessária, mas também essencial.
São muitos os benefícios trazidos pelos recursos tecnológicos à educação. Contudo, é preciso que o professor conheça as ferramentas que tem à sua disposição se quiser que o aprendizado aconteça de fato. O uso das tecnologias na escola está além de disponibilizar tais recursos; ele implica aliar método e metodologia na busca de um ensino mais interativo.
  • Renata Beduschi de Souza é graduada em Letras, professora de língua portuguesa da rede municipal de Campo Bom (RS) e de língua inglesa do Centro de Idiomas da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo (RS).
    renata_teacher@ymail.com

Referências

  • MORAN, J.M. Liguem a TV: vamos estudar! Revista Nova Escola, São Paulo, n. 189, fev. 2006.
    MAGALHÃES, V.; AMORIM, V. Cem aulas sem tédio. Porto Alegre: Instituto Padre Reus, 2003.
    LEVENTHAL, L.; ZAJDENWERG, R.; SILVÉRIO, T. Inglês é 11. Barueri, SP: Disal, 2007.
    VYGOTSKY, L.S. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fonte, 1984.


    Texto retirado de:  https://www.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/5945/o-uso-das-tecnologias-na-educacao.aspx#

Lousa digital


O vídeo acima apresenta a lousa digital. Uma tecnoloia que vem sendo disponibilizada no Brasil.
Em entrevista, o professor do IFES Campus Cachoeiro, Carlos Eduardo Gomes Ribeiro, mestre em Engenharia de Materiais, nos fala um pouco sobre este recurso.

  • Professor Carlos, o IFES Cachoeiro conta com este novo recurso?
  •  Sim, hoje se encontram no Campus Cachoeiro cerca de seis lousas digitais, que estão distribuidas entre as coordenadorias de curso.
  • Que recursos são agregados com o uso da lousa digital?
  • A lousa permite que o professor acesse conteúdos multimídia e online em qualquer momento da aula. Além disso, o professor pode salvar em arquivos tudo aquilo de ele escreve ou desnha na lousa.
  • Professor, as lousas digitais são acessíveis a todos os professores da escola?
  • Sim, qualquer professor do Campus Cachoeiro que desejar pode fazer uso das lousas, entretanto, ainda existem alguns obstáculos a srem vencidos para que o recurso seja amplamente utilizado. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Exemplos de como inserir tecnologia na sala de aula

As novas tecnologias mudaram a forma como as pessoas se relacionam com o mundo. Fazer compras, conversar, ler livros e até namorar pode ser feito com ajuda da tecnologia. Apesar de ser um ambiente geralmente mais conservador, as escolas já estão se adaptando a esta nova realidade. Para dar alguns exemplos de como é possível inserir novas tecnologias no ensino escolar, Luciana Ferreira recebe nos estúdios da Jovem Pan Online Alexandre Abbatepaulo, diretor do Colégio Lourenço Castanho, e Martín Restrepo, diretor de Tecnologia Educacional da Editora Editacuja.
"A generalização de novas tecnologias como as auto-estradas de informação, a realidade virtual, os satélites de comunicações, os sistemas de compressão de dados, a televisão interativa, etc. e o rápido desenvolvimento e implantação das mesmas no processamento da informação nos sistemas de comunicação têm, como é lógico, importantes repercussões no mundo da educação. Entretanto, as inovações em educação costumam ser adotadas em ritmo muito lento, a ponto de se constatar algumas vezes que determinados novos aparelhos e suportes multimídia já estão desaparecendo do mercado, substituídos por outros, quando no mundo da educação ainda se está discutindo a sua possível incorporação como meios didáticos. O ritmo frenético no desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação praticamente impossibilita a indispensável reflexão sobre seus efeitos." (Martín-1995)

Artigo

O PAPEL DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO PROCESSO DEENSINO APRENDIZAGEM: DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Blanda Aparecida Silva de Azevedo
Pâmela da Cunha Almeida
Scheila Gomes da Costa Pereira
Verônica Silva dos Santos

Introdução

Educação tem por primazia e concepção de que o ser humano é único e ao mesmo tempo é dotado de funções múltiplas e que devem ser compartilhadas. O processo de ensino aprendizagem ocorre desde os primórdios da humanidade. Ultrapassa as barreiras da sala de aula.

O ato de lecionar não é mero status do professor de sala de aula, ocorre um amplo universo de significados para a educação. Aprendemos com nossos pais, avós, amigos, desconhecidos, coisas imprescindíveis para o convívio social. A tal fato de aprendizagem está relacionada a educação.

Além de obtermos aprendizado no convívio social, temos agora a tecnologia como processo de ensino aprendizagem. Hoje, ficou muito fácil e também difícil estudar. Fácil, pois a ferramenta tecnológica nos permite um acesso mais rápido e amplo de conhecimento e difícil no que diz respeito aos vícios que uma ferramenta tecnológica pode trazer, tais como: buscar em sites o conteúdo de determinada disciplina e fazer uso de artigos e textos jornalísticos, plagiando - os.

Em contrapartida tem se visto bons resultados de aprendizagem por meio do ensino à distância, em que alunos e professor interagem em tempo real ou não, e compartilham conhecimento. O professor detém um grande “leque de opções de ferramentas” para dinamizar suas aulas e o aluno tem a oportunidade de expandir seu conhecimento fazendo uso de novas ferramentas tecnológicas.

Os avanços tecnológicos aliados ao processo de aprendizagem vêem acrescentar a melhoria da qualidade do ensino, desde que utilizados a fim de facilitar tal processo e motivar os alunos ao aprofundamento de novas pesquisas de forma a criar e desenvolver seu próprio conhecimento. 
Manter-se informado sobre fatos do mundo social se tornou uma questão de sobrevivência e algo inevitável em atingir metas e obter sucesso profissional.

Fica evidente a importância de se incluir nas escolas tecnologias que facilitem o ensino aprendizagem, porém, não basta apenas incluir tais tecnologias, é necessária uma revisão nos planos pedagógicos para que estes recursos sejam bem utilizados. Importante também é o desenvolvimento de uma constante atualização quanto aos recursos tecnológicos disponíveis e a melhor maneira de utilizá-los,
 a escola necessita estar sempre se revendo e se reformulando, além de seus saberes e conhecimentos, seus métodos e recursos tecnológicos utilizados e ainda seus planos pedagógicos.

A tecnologia, pode sim auxiliar na educação, não como salvadora dos problemas que se acumularam no decorrer do tempo, mas sim como um suporte para uma interação entre educandos e educadores de forma mais ágil, facilitando o convívio e a troca de conhecimentos, assim como os softwares criados especificamente para a educação evidenciando resultados positivos. A tecnologia deve ser vista como mais uma ferramenta pedagógica, que se usada de forma correta pode ser muito mais eficiente que outras ferramentas já conhecidas.

As novas tecnologias quando adotadas no ambiente escolar devem se integrar à realidade dos alunos também como recurso interdisciplinar, constituindo-se no desenvolvimento de atividades, projetos e questionamentos.

Está nas mãos dos profissionais da educação a melhor forma de utilizar as tecnologias de maneira a instruir o aluno nesse novo modelo de aprendizagem, já que é o professor quem adapta as maneiras de se levar conhecimento ao aluno. Se o modelo de ensino permanece o mesmo, de nada adianta incluir tecnologias em sala de aula. É preciso que haja a adequação e os professores, como os principais responsáveis, precisam as realizar, sabendo como utilizar de forma proveitosa essas tecnologias e assim incentivar seus alunos a fazer maior proveito possível delas, inovando o processo de ensino aprendizagem e criando alunos autônomos que aprendam a encontrar seu próprio ritmo de estudar e aprender.

1 - Tecnologia na educação e o ambiente escolar

Ao analisarmos os impactos causados pelas tecnologias na educação, observamos que por um lado as inovações tecnológicas criam novas oportunidades de aprendizagem já que oferecem um novo modo de acessar o mundo, de maneira aberta, autônoma e flexível, e de outro lado, muitas pessoas ainda hoje não têm instrução e sabedoria de como utilizar estas tecnologias de modo a obter o melhor proveito. A educação enfrenta desafios para lidar com as inovações tecnológicas, podendo considerar como o maior deles a adequação do ambiente escolar para recebê-las. Grande parte das escolas permanecem com suas salas de aula como eram décadas atrás, sem inovações, sem novas motivações, muitos utilizando o computador para no máximo editar um texto no Word, por exemplo, deixando de fazer uso do mundo que a tecnologia trás em nossas mãos.

1.1 - Mudanças e Desafios na Educação frente às novas Tecnologias Disponíveis

Analisando o sistema de ensino no decorrer da História, podemos perceber que desde que a escola foi criada como sendo uma Instituição Educacional, há a necessidade de inserção de novos métodos de transmissão de conhecimento, pois somente a transmissão via oral não seria suficiente para uma assimilação eficaz do conteúdo a ser apreendido e construído pelo aluno.

Com o acelerado avanço das tecnologias e a facilidade de contato com informações que estão cada vez mais acessíveis, a escola, com seu papel de formar cidadãos de forma integral, aptos a enfrentar as exigências dos novos tempos, tem buscado meios que auxiliem o professor a construir o processo de ensino e aprendizagem de forma mais dinâmica e proveitosa. Mas, considerando todo esse desenvolvimento tecnológico, é observável que métodos convencionais já não bastam para a construção de conhecimento, tendo em vista que é necessário desenvolver ao máximo as capacidades intelectuais dos educandos a cerca do seu modo de observar o mundo que se mostra cada vez mais globalizado e interligado pelas tecnologias.

Observando tantos meios disponíveis a serem utilizados em favor da educação, pode-se ver também como toda essa tecnologia não é, em muitos casos, aproveitada de forma correta. Há, por exemplo, dificuldade de aquisição e adaptação de equipamentos modernos, tendo em vista seu alto custo e a falta de interesse com gatos na educação. Há também escolas que dispõem de tais equipamentos, mas que não contam com a manutenção necessária, e acabam ficando parados sem condições de uso. E há casos em que a tecnologia está disponível, mas sendo utilizada em exercícios de repetição, em métodos que não acompanham e não exploram a modernidade que dispõe. Mas é importante destacar, que em muitos ambientes, a introdução e o uso das tecnologias tem beneficiado muito na aprendizagem dos educandos, no qual alunos utilizam certas ferramentas em favor de seu crescimento, coletando, organizando e analisando dados, melhorando suas apresentações, realizando simulações e resolvendo problemas complexos com o auxílio das tecnologias.

 2 - O novo papel do professor no processo de ensino aprendizagem diante às novas tecnologias

Diante as novas tecnologias, é fundamental que o professor assuma uma nova postura no processo de ensino aprendizagem. Porém, nem sempre é uma tarefa fácil para muitos. É possível observar que muitos educadores ainda estão estagnados sim, e não é somente na questão de “atualizar” seus métodos de ensino. Na verdade, estão estagnados dentro de si mesmos, em seus (pre) conceitos diante ao processo de ensino que, de modo geral, sempre deve estar em construção. Mas, como seria a postura interacionista a ser adotada pelo educador? Segundo Silva (2000 apud BRAGA 2001), o professor é aquele que:

[...] constrói um conjunto de territórios a serem explorados pelos alunos e disponibiliza co-autoria e múltiplas conexões, permitindo que o aluno também faça por si mesmo. Isto significa muito mais do que ser um conselheiro, uma ponte entre a informação e o entendimento, [...] um estimulador de curiosidade e fonte de dicas para que o aluno viaje sozinho no conhecimento obtido nos livros e nas redes de computador. [...]

Ou seja, o professor é aquele que terá um papel de desenvolvedor e instigador de novos conhecimentos na utilização das tecnologias neste processo de descoberta. É aquele que provocará curiosidade na mente dos alunos, é aquele professor desafiador. Quando o professor percebe que não há resultados sobre o que está sendo ensinado, é visível que a inovação é o caminho. E não somente sobre uma disciplina específica, mas utilizando da interdisciplinaridade para que os educandos vejam a importância de todas as disciplinas como um todo e não assuntos separados e monótonos. 

Exercendo esta nova postura, os resultados serão os melhores possíveis, pois os educandos, motivados pelo professor no desenvolver de diversas atividades e executando-as de maneiras diferentes obterão uma aprendizagem efetiva e não superficial.

Faz-se necessárias novas formas de levar o conhecimento, alunos e professores precisam trabalhar juntos para que a adequação aconteça. Como cita Braga (2011):
Temos a possibilidade de passar do tradicional modelo de aula expositiva, onde o professor explica e o aluno presta atenção e toma nota, quando muito interrompe o professor para tirar alguma dúvida, para um modelo participativo, onde o professor propõe as questões a serem discutidas e, coletivamente, os alunos constroem as respostas, com o auxílio da web e de centenas de outras pessoas de qualquer lugar do mundo, conectadas através de redes.

E completa Sabbi, ao mencionar que o professor assume um novo papel no ensino aprendizagem, que será o de orientar e motivar seus alunos e não mais o de apenas transmitir conhecimentos. Relata ainda, que tudo isso pode ser assustador para o docente já que os métodos utilizados mudaram pouco em muitos séculos e agora aceleraram.

Outro aspecto importante é salientado por Gadotti que nos diz: os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas. Assim sendo, cabe a esses profissionais a missão de não só educar mais também de serem capazes de gerar em seus discípulos a tendência em explorar.

2.1 – Resistências quanto à tecnologia

Sabe-se que a tecnologia tem ocupado espaço indissociável da sociedade, fato comprovado pela imensidão de pessoas que tem estado conectado a internet diariamente.

Por outro lado, a educação tem enfrentado muitos problemas em relação a sua manutenção de ensino. Existem muitas escolas que ainda não aderiram a nenhum recurso tecnológico, e o que é pior não estão localizadas em cidades do interior estão nos grandes centros urbanos.

Por outro lado, observa-se que há aquelas em que os recursos tecnológicos são disponibilizados para o processo de ensino aprendizagem, no entanto, não existem profissionais capacitados para a utilização dos recursos, ou então, há pessoal para o manuseio das ferramentas, mas não se interessam em utilizá-los.

Como diz
 PERRENOUD, em 10 Novas Competências para Ensinar. Artes Médicas, p.139:
“Todo professor que se preocupa com a transferência, com o reinvenção dos conhecimentos escolares na vida, teria interesse em adquirir uma cultura básica no domínio das tecnologias, do mesmo modo que ela é necessária a qualquer um que pretenda lutar contra o fracasso escolar e a exclusão social. A verdadeira incógnita é saber se os professores irão apossar-se das tecnologias como um auxílio ao ensino, para dar aulas cada vez mais bem ilustradas por apresentações multimídias, ou para mudar de paradigma e concentrar-se na criação, na gestão, na regulação de situações de aprendizagem.”

2.2 – Funcionalidades da Tecnologia no âmbito escolar

A educação ocorre desde os primórdios da humanidade, no entanto, a cada dia deve ser aprimorada e irrestrita, ou seja, deve ser levada a cidades longínquas. Através da educação à distância, via internet, é possível que tal fato ocorra, demonstra o qual importante é a educação tecnológica.

Outro aspecto relevante é que a tecnologia pode contribuir para o processo de ensino aprendizagem dentro do ambiente físico escolar, pois dinamiza as aulas teóricas e dar ênfase ao conteúdo a ser lecionado pelo professor.

O ambiente escolar deve ser algo agradável e que permita a participação dos alunos na dinâmica preparada e direcionada pelo professor e os recursos tecnológicos norteiam para que a aprendizagem ocorra de maneira satisfatória. A cooperação dos discentes em sala de aula desperta nos mesmos a autonomia, além de que os tornam responsáveis na construção do processo de ensino e aprendizagem.

E ao perceber toda essa dinâmica que a tecnologia proporciona e observando as inovações cada vez mais presentes em nosso dia a dia, o professor, que ainda tem alguma resistência ou que não consegue se integrar a tanto desenvolvimento tecnológico, acaba se questionando sobre o futuro de sua profissão, até mesmo com medo de perdê-la. Daí a importância de se preocupar com a formação inicial e permanente dos docentes, para que essa nova perspectiva de educação faça parte constante de seu cotidiano, o fazendo visualizar de forma tranquila todo esse processo que leva a educação a se inovar a cada dia.

Ter consciência dessa nova perspectiva de educação é compreender que há necessidade de mudanças, que o aluno deve ser incentivado a pensar, e que o papel do professor é muito mais que mediador, sendo formador de cidadãos autônomos e conscientes de sua importância na sociedade, para que estejam aptos a enfrentar desafios futuros. Com essa assimilação entre educação e tecnologia, o professor passa a entender que a aprendizagem acontece de forma dinâmica, e que o aluno está exposto a informações a todo o momento, cabendo ao docente o orientar de forma a organizar tantas informações disponíveis criticamente, possibilitando, assim, uma real construção de conhecimento.

3. As tecnologias assistivas no processo de ensino aprendizagem

A tecnologia em um geral só tem a acrescentar, a melhorar os processos. Para os que possuem alguma deficiência que torne mais complicado sua aprendizagem e inclusão em todos os ambientes principalmente o escolar, certamente mais ainda. 
 A inclusão das tecnologias nas escolas já vem acontecendo, é preciso também que sejam incluídas as tecnologias assistivas para assim atender melhor os alunos com necessidades especiais. Essas tecnologias vêm para contemplar as necessidades de cada aluno em suas peculiaridades, seja ele com alguma dificuldade específica, seja ele deficiente físico ou mental, permitindo ao aluno melhor desenvolvimento e aprendizagem dando a ele possibilidades de se tornar mais autônomo, independente e com melhor qualidade de vida e permitindo ao professor utilizar metodologias específicas atendendo para uma mesma tarefa as especificidades de cada aluno, com softwares e hardware específico e também adaptações.

Temos como exemplos de algumas tecnologias assistivas que podem ser utilizadas no processo de ensino aprendizagem, os equipamentos de acessibilidade ao computador
 (entrada e saída) citadas por Berschi (2008), que são as pranchas de comunicação, utilizadas com pessoas sem fala ou com dificuldades de comunicação, os acionadores com mouse adaptado, para aqueles com dificuldades motoras para manusear o mouse, o mouse por movimento da cabeça, para aqueles sem movimentação nas mãos ou dificuldades de movimentação, o monitor com tela de toque e a órtese para digitação, todos estes criados e utilizados para atender aqueles com privações sensoriais e motoras.

Referências:

Bersch, Rita.
 Introduçao à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre-RS, 2008. Disponível em <http:// proeja.com/portal/images/semana-quimica/2011-10-19/tec-assistiva. pdf>. Acesso em 23 ago. 2013.
BRAGA, Mariluci. Realidade Virtual e Educação. Revista de Biologia e Ciências da Terra. v.1. n 1. 2001.
BRAGA, R. Os desafios da tecnologia na educação. 2011. Disponível em <http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/os-desafios-da-tecnologia-na-educacao_9 8367.html>. Acesso em 14 ago. 2013.
GADOTTI, Moacir. Perspectivas Atuais da Educação. Artigo. Disponível em < http://cead.ifes.edu.br/moodle/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=146197 >. Acesso em 18 ago. 2013.
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar. Artes Médicas: 2ª edição, Porto Alegre, 2000.
1.      SABBI, D. O que esperar da escola do futuro? Artigo. Disponível em http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/o-que-esperar-escola-futuro.htm. Acesso em 13 ago. 2013.

Uma escola entre redes sociais

Muito interessante esse documentário produzido pelo observatório Jovem/UFF. O documentário busca compreender o cotidiano de utilização das redes sociais por professores e estudantes de Ensino Médio do Colégio Estadual Brigadeiro Schoert, localizado na Região de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Foram entrevistados professores e estudantes de todos os turnos, que revelaram dinâmicas e conteúdos dos relacionamentos gerados pelo uso das redes sociais, com destaque para o Facebook.